Interpretação e inventividade: diálogos entre Nietzsche e Deleuze leitor de Bergson

Breno Isaac Benedykt

Resumo


O presente artigo parte de uma breve problematização do método interpretativo, que, segundo Gilles Deleuze & Félix Guattari, dentre outros de seus contemporâneos, estaria inelutavelmente calcado em funções representativas da vida e do pensamento. Em seguida, volta-se para o desenvolvimento de uma diferenciação entre a interpretação reativa (ou representativa) e a interpretação ativa (ou inventiva), a qual já estaria presente na filosofia de Friedrich Nietzsche, primordialmente em seu livro, Genealogia da Moral: uma polêmica. Por fim, o artigo desemboca nos escritos que Deleuze dedicou à filosofia de Henri Bergson, mostrando como Deleuze encontra neste filósofo uma nova via para ultrapassar o conhecimento representativo, abrindo-o à descoberta das dinâmicas intensivas da duração. Deste percurso, concluímos que, entre Nietzsche e a leitura deleuziana de Bergson, abre-se toda uma nova gama de possibilidades para o fazer interpretativo, entendendo-o como experimentação e invenção.


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