O fim da ontologia do valor: uma breve análise foucaultiana do pensamento econômico no final do século XIX.

Pedro Ivan Moreira de Sampaio

Resumo


Neste artigo, tomar-se-á a teoria do valor subjetivo, emergente a partir de Carl Menger e William Stanley Jevons, para descrever o início de uma mudança, que separa a Economia Política, descrita por Michel Foucault como um saber fundado na figura moderna do homem, da Ciência Econômica, cognoscível necessariamente a partir do mercado. Com a leitura dessa cisão no pensamento econômico, acredita-se ser possível ver os primeiros traços de uma transformação epistêmica. Trata-se de um quadro no qual o homem, centro gravitacional do saber moderno, paulatinamente se desloca da posição de sujeito, caminhando para a indistinção junto aos demais objetos do saber. No conjunto dessas transformações, pretende-se indicar que uma das marcas deixadas no pensamento é a impossibilidade de uma ontologia. Aponta- se, assim, para a presença de uma ontologia do valor na Economia Política do século XIX, e sua posterior invi bilidade na Ciência dos marginalistas, onde o valor não pode mais ser tomado como οὐσία.       


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