Uma Anacreôntica

Renata Cordeiro

Resumo


Apresentamos ao leitor a tradução, inédita em português, de uma ode anacreôntica, muito em voga no século XVIII, de Tomás de Iriarte y Nieves Ravelo (1750 – 1791). Nessa ode, o Poeta louva o amor que sente por uma mulher, que pode até matá-lo, por sua intensidade. Ao contrário de outras odes anacreônticas, nesta não se celebram os prazeres ou o vinho. Também destoa das outras odes porque nela estão expressas várias renúncias e pouca vaidade. Aliás, a única fama e glória que o Poeta quer é que “senão que se ouça em boca” que ele amou e que o seu Amor o matou. Os versos são os característicos heptassílabos da métrica espanhola, que exigem acento na sexta sílaba. Depois que se introduziu a versificação de tipo italiano na Espanha, tornou-se muito comum o emprego do heptassílabo mesclado ao endecassílabo.

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