A hermenêutica dos símbolos como aporte para uma fenomenologia da imaginação em Paul Ricoeur

Jonas Torres Medeiros

Resumo


Partindo da gênese das indagações formuladas por Ricoeur em seus estudos sobre a hermenêutica dos símbolos, este artigo pretende interpretar o processo constitutivo de uma fenomenologia da imaginação a partir de uma sistemática e sintética retomada das contribuições de Ricoeur nesse campo. As obras aqui abordadas serão aquelas nas quais o filósofo circunscrevera o conflito das hermenêuticas em torno do problema do símbolo nos anos 1960: A simbólica do mal (1960), Da interpretação: ensaio sobre Freud (1965), e O conflito das interpretações (1969). Nossa reflexão partirá do conflito entre duas modalidades de interpretação protagonizadas, de um lado, pela psicanálise, e, de outro, pela fenomenologia das religiões — ou, para usar termos de Ricoeur, entre uma hermenêutica da suspeita e uma hermenêutica da amplificação. Da tensão dialética entre essas duas hermenêuticas rivais, despontará a preocupação com a linguagem e sua vinculação com as raízes ontológicas do ato interpretativo. A partir desses horizontes abertos pela pesquisa dos símbolos, nosso propósito é divisar o lugar articulador da teoria da imaginação em um dos momentos seminais e mais significativos da obra do autor em estudo.

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